#Deixaameninajogar: quem encoraja as Martas do futuro?

June 24, 2019

 

Rafaela Silva, Marta Vieira da Silva, Ana Moser, Maria Lenk, Serena Williams. Sua criança reconhece esses nomes? Se não, por quê? Se sim, será que ela compreende o que significam, querem transformá-las em ídolos, ou vibram de curiosidade para saber mais sobre eles? Representatividade das mulheres no esporte também é assunto de criança.

Em parceria com o Nós, Mulheres da Periferia e a Think Olga, o Lunetaspreparou este especial sobre meninas no esporte. O objetivo é debater sobre os referenciais que as mulheres recebem, desde a infância, sobre a presença feminina no universo esportivo. Quais são os ídolos que contribuímos para formar, e por que alguns têm mais prestígio que outros?

Falamos sobre a importância do esporte no desenvolvimento das crianças, abordamos a questão do gênero no esporte a partir de uma perspectiva histórica e social, mapeamos perfis de pessoas e projetos que incentivam a participação feminina no esporte, e trouxemos experiências em vídeo das próprias meninas contando sua experiência no jogo. Navegue pelos nossos conteúdos, e nos ajude a espalhar o desejo de conversar sobre isso na rua, em casa, na escola e no campo.

Para nos ajudar nesta campanha, contamos com a parceria de uma das maiores atletas do Brasil, Daiane dos Santos. Ela foi a primeira ginasta brasileira a ganhar uma medalha de ouro no Campeonato Mundial. Hoje, é gestora do projeto Brasileirinhos, que oferece aulas de iniciação à ginástica olímpica para crianças e adolescentes de seis a 17 anos no CEU (Centro de Educação Unificada) Paraisópolis, zona sul de São Paulo. Na entrevista ela conta sobre sua infância como ginasta, fala sobre a importância do esporte para as crianças e os impeditivos de gênero para que as meninas sejam quem elas quiserem,

“A persistência e a força de outras pessoas foi meu diferencial. A todo momento tive pessoas que acreditaram em mim. Não é fácil, mas não tem melhor recompensa do que ver que você chegou no seu objetivo”, relembra a atleta, que começou a treinar por iniciativa de uma professora.

 

"O esporte pra mim é um jeito de mostrar o que eu tenho de melhor – como ser humano, como atleta, como mulher”, diz Daiane dos Santos

 

Nossa motivação para falar do tema é a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que começa no dia 7 de junho. Será a primeira transmissão da competição em TV aberta no Brasil, um marco para a trajetória das mulheres no esporte. Mas e as crianças, como elas percebem esse fenômeno? O que pensam ao ver um ícone mundial como Marta em campo e mesmo assim se perguntar: “Quem é ela?”. Qual o papel de todos e de cada um para naturalizar a presença das mulheres nas práticas esportivas desde a infância?

Entendendo a infância como período de formar e fortalecer as bases de identidade de um sujeito, queremos promover um debate saudável sobre igualdade de acesso e oportunidades para que meninas e meninos possam descobrir suas potências. Explorar e descobrir possibilidades de ser deve ser um direito de todas e todos, sem distinção de gênero, raça ou classe social.

Junte-se a nós na campanha #Deixaameninajogar. Utilize as hashtags nas redes para mapear e espalhar o nosso conteúdo. Dentro ou fora das quadras, lugar de menina é onde ela quiser.

 

 FONTE: LUNETAS.COM.BR

 

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