Ellen Tadd: “A situação pede que trabalhemos para o bem comum”

May 13, 2020

 

 

A educadora traz reflexões sobre a importância de valorizar a comunidade e a coletividade neste momento de crise imposto pela pandemia

 

Quando tinha meus 20 e poucos anos, eu morava em uma república, em um antigo casarão, com espaço suficiente para sete pessoas viverem confortavelmente. Havia muitos aspectos da vida nessa pequena comunidade, como cozinhar uns para os outros, tocar música juntos e as conversas que atravessavam a noite. Os problemas começaram quando muitas das responsabilidades e tarefas da casa eram negligenciadas. A situação não melhorou com as reuniões e os planos coletivos, porque muitas vezes faltava prática e implementação.

Eu senti muito quando tive de mudar de casa mas, com o passar do tempo, meus ressentimentos cresceram e, eventualmente, o lado negativo pesava mais que o positivo. Eu lembro claramente de meditar sobre o meu dilema e vir à mente esta frase: “a comunidade que você deseja não será uma realidade até que ela seja uma necessidade”. Eu me lembro disso agora que todos nós estamos diante de uma pandemia global. Nesse momento, comunidade se tornou algo essencial. A situação pede que sejamos flexíveis e trabalhemos juntos para o bem comum.

“O novo coronavírus está avisando que somos todos conectados, e que dependemos uns dos outros para sobreviver e adquirir os itens básicos para viver, comer, termos saúde e mantermos nossas relações sociais.”

 

Minha esperança é que esse vírus – que está causando uma tremenda quantidade de sofrimento e nos deixou vulneráveis – eventualmente contribua para uma reestruturação positiva no mundo inteiro. Nossa prioridades podem mudar, movidas por um novo entendimento de que se não cuidarmos dos mais vulneráveis, todos estarão em risco. Apesar de existirem fronteiras entre os países, um vírus não reconhece essas barreiras e, portanto, todas as nações precisam trabalhar juntas pela segurança humana e pelo bem-estar global. Um vírus é cego em relação à nacionalidade, raça, religião e classe econômica.

 

“Esse evento repentino, perigoso e assombroso é um alerta para direcionarmos as nossas preocupações para o mundo inteiro e para a cooperação global, em vez de focar na competição e na valorização de bens materiais acima de princípios espirituais.”

 

De um desafio humano compartilhado pode surgir um desejo mais forte de servir a humanidade e ajudar a fazer do mundo um lugar melhor. Quando o medo e a dor se expandem, surge uma compreensão mais profunda do quão difícil a vida pode ser. Porém, o lado bom é o desenvolvimento de almas solidárias que desejam aliviar as dificuldades e o sofrimento em todas as suas manifestações.

 

FONTE: Lunetas.com.br

 

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